Ux Design: Como Usar a Linguagem do Seu Produto na sua Loja Virtual

Ux Design: Como Usar a Linguagem do Seu Produto na sua Loja Virtual

Todo o produto tem um conjunto de elementos que o torna muito mais que um objeto, mas um condutor de significados e expressões. Entretanto, seu ecommerce traduz a linguagem do seu produto através de layout, banners e textos? Este artigo pode te ajudar a descobrir.

Entendendo seu produto

Como você vê seu produto? E, mais importante, como seus clientes veem seu produto? Por que eles o compram? Ele é expressivo? Minimalista? Necessário? Perguntas como essas ajudam a definir sua linha de comunicação na loja virtual. Mas por que? Porque a linguagem que você usa para levar o cliente à página da nova Coleção Verão é diferente da que usaria para levar à nova linha de eletrodomésticos. Assim, além do produto em si, outras influências devem ser levadas em conta para definir a linguagem do seu ecommerce. Consequentemente, vem o próximo passo.

Conhecendo seu usuário

Depois de responder algumas perguntas sobre seu produto, você deve pensar no público. A pergunta “Por que compram o seu produto?” se encaixa aqui. Afinal, “know your user (conheça seu usuário)” é a regra mais importante do UX Design. Para aplicá-la, é importante ter uma média de idade e gênero e entender um pouco do comportamento do cliente, como em quais produtos eles estão de olho, quais informações buscam e de onde mais acessam a internet. Basicamente, é como a Persona utilizada por profissionais de mídia online, mas nesse caso o melhor título é denominado Grupos Comportamentais.

A principal diferença entre Persona e Grupos Comportamentais está nos diferentes comportamentos que os usuários podem ter em diferentes situações. Fazendo pesquisas, é possível encontrar diferentes indivíduos dentro do seu grupo ideal, como o adolescente que só compra camiseta de banda, a garota que ama usar calças rasgadas e o jovem adulto que adora estampas do mundo geek.

Com estes grupos, é possível classificar alguns gostos e comportamentos de forma abrangente, permitindo a sua loja virtual ser perfeita para o seu público principal e ainda assim entregar uma ótima experiência para quem está fora deste target. Dessa forma, um ecommerce pode adotar uma linguagem generalizada para falar com grupos comportamentais mais abertos ou seguir uma linguagem mais direcionada para ser mais relevante ao seu público primário.

Linguagem generalizada

Primeiro, é interessante ver alguns exemplos visuais de lojas virtuais que usam linguagem generalizada:

 

 

Nestes ecommerces listados, percebemos que cada um deve ter seu público primário. Entretanto, por possuírem produtos que podem ser do interesse de vários públicos diferentes, adotam uma linguagem generalizada que dá experiências semelhantes para um jovem adulto, para um adulto de meia-idade, para um homem, para uma mulher, etc. Essa linguagem pode ser reconhecida por layout e banners bem limpos e objetivos, assim como textos (“Compre agora, Pague depois”) que vão direto ao ponto e não utilizam muito do humor. Grandes marcas como Microsoft, Google, Apple e Android também utilizam a linguagem generalizada em seus respectivos sites, justamente por terem públicos dos mais diferentes gostos, gêneros e idades.
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Mas e quando seu produto é bem direcionado e você sabe exatamente qual é o seu público? Nesse caso, é interessante usar outro tipo de linguagem.

Linguagem direcionada

A linguagem direcionada vai trabalhar melhor a experiência para seu público primário. Isso não significa que outros públicos não gostarão da sua loja virtual, pois o básico do UX Design é dar uma boa experiência para qualquer indivíduo. Entretanto, seu usuário principal pode se sentir mais confortável e especial quando você fala a linguagem dele. Veja alguns exemplos visuais:

   

 

O caso da Nós e o Davi é um ótimo exemplo para a linguagem direcionada. Esta loja virtual possui fraldas ecológicas como principal produto, o que, consequentemente, faz com que seu público seja bem fechado. Nesse caso, o desafio do ecommerce está em se comunicar com as mães de bebês recém-nascidos até as mães de bebês grandes. Assim, foi adotada uma identidade com muitas cores nos layouts e banners, botões arredondados para parecerem fofos, confortáveis e inofensivos, e textos que mostram o afeto que a marca tem com seu usuário, como pode ser visto no espaço para a newsletter: “Prometemos mandar as melhores dicas para você cuidar do seu bebê <3”, ao invés de um simples “Deixe seu email para receber novidades”. Vê a diferença?

Observe outro exemplo com outro público:

A Korova é uma marca que se posiciona como consciente política, social e ambientalmente. Criam novas tendências e formas de se expressar através de seus produtos, o que permite adaptar isso para seu ecommerce. Nesse caso, a linguagem que a loja utiliza busca uma linha de comunicação jovem, bem humorada, moderna e com bastante opinião. Essa identidade já é percebida na página inicial, quando o usuário se depara com banners chamativos de cores diferentes e fontes grandes, assim como um texto de promoção que brinca com gírias atuais e sotaque, ao invés de um simples “Frete grátis!”. Por isso, o humor sempre é uma boa forma de comunicar para lojas virtuais com linguagem direcionada.

Então não posso usar humor com linguagem generalizada?

Claro que pode! Na verdade, deve. Mas há alguns momentos e locais especiais para trabalhar essa questão. O segredo está em utilizar o humor como carta na manga para fazer uma quebra de ambiente e chamar a atenção para algo. Os melhores exemplos são em páginas de erro 404, pop-ups promocionais, lançamentos e campanhas específicas. Veja alguns exemplos:

No caso da página de erro 404, o humor e o design podem ser usados para transformar o que seria uma experiência desagradável em um momento descontraído e solucionável, por isso deve vir seguido de um botão que dê a opção de ir para alguma outra página. Aqui, só deve haver cuidado para não parecer estar tirando sarro da situação do usuário.

Pop-ups como este aparecem para todos na maioria das lojas virtuais, mas a linguagem pode ser modificada para chamar atenção para a proposta e ainda conseguir um sorriso do rosto do usuário. Veja a proposta de newsletter acima: são oferecidas 14 receitas em troca do seu email. A opção de acordo diz “Me mostre 14 jantares simples” e a opção de recusa diz “Não, obrigado, eu vou ter um jantar de microondas hoje à noite”, fazendo parecer muito errado o usuário recusar, mas ao mesmo tempo o fazendo rir.

E, também, por que não usar uma linguagem diferente para aquela data sazonal ou lançamento de coleção? Humor é muito bem-vindo quando uma mãe quer comprar um presente de Dia das Crianças para o filho ou quando o namorado está desesperado para achar um presente de Dia dos Namoradas para a amada. Por isso, use o humor com sabedoria!

Concluindo…

A linguagem generalizada e a linguagem direcionada são classificações que facilitam dar a experiência certa para o seu público. Elas apenas estão dentro da principal regra do UX Design: conheça seu usuário. O melhor resultado, nestes casos, depende de quanto você abre ou fecha a torneira da abrangência. Independente disso, uma loja virtual sempre deve buscar uma inesquecível e, ao mesmo tempo, simples experiência de compra.

 

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Júlio Amaral de Souza
Por Júlio Amaral de Souza

Publicitário graduado na Univali. Possui experiência com design gráfico e web há mais de 7 anos. É um dos responsáveis pela criação de interfaces com foco na experiência do usuário.

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